A INCONTESTÁVEL MELANCOLIA - António Pinho Vargas, Os Jogos do Mundo

Compositor, Músico, Ensaísta, Investigador do CES, Professor na ESML

A INCONTESTÁVEL MELANCOLIA - António Pinho Vargas, Os Jogos do Mundo

12 de Junho 2008
RAUL VAZ BERNARDO, Expresso
A INCONTESTÁVEL MELANCOLIA – António PiÉ necessário afirmar bem alto: António Pinho Vargas é um autor musical cheio de talento. Pouco importa se a sua música quase exclui a componente afro-americana, se é dominada pelas luzes suaves duma estética do belo, tipo ECM. O importante é que a música de António Pinho Vargas é fascinante em muitos campos. Como no seu rigor e lisibilidade, como na delicada poética dos seus sons.
Não se atrevam a dizer que todos os discos de Vargas são iguais. Para este ouvinte, tal afirmação é quase uma aberração. É não saber que a boa música, como, por exemplo, o jazz, parece igual mas não é. Julgo que António Pinho Vargas deverá repudiar a etiqueta de 'jazz' que poderão querer impor à sua actual produção. Com muita razão, penso. Se ainda há certos processos de desenvolvimento musical afins ao jazz, a personalidade da música ultrapassa todo o tipo de baliza estética. O que interessa é o jogo de cores, de sensibilidades e de timbres.
Penso que em Jogos do Mundo António Pinho Vargas apura ainda mais os talentos que tornam o seu universo tão característico. E, apesar do músico estar cada vez mais interessado na música erudita, tudo neste CD é simples e acessível. Como, por exemplo, as peças de piano solo. As 'Short Pieces', dedicadas ao compositor John Cage, afirmam-se pela sua lógica, tranquilidade e desenvolvimento, que não são exactamente as componentes fundamentais da música do compositor norte-americano.
Em Jogos do Mundo continua a emergir o intenso sentido melódico do jovem pianista. Não há peça que não esteja carregada da nuvem de sons melancólicos que é a marca de APV.
Em 'Do Cinema', o pianista aflora o estilo de piano-jazz à Herbie Hancock que antes praticou e a composição 'Thelonious of Schizo Sketch' é a de contornos mais angulosos e inesperados. Mas que dizer da beleza temática e da unidade tímbrica de 'La Corazon' e de 'Do Teatro'? Um autêntico regalo para os ouvidos.
Todos os músicos que colaboram com Vargas concorrem para a afirmação da música dum dos mais interessantes artistas portugueses da actualidade. Seria injusto não destacar a voz e impressionante 'grito' do saxofonista José Nogueira, cada vez mais pessoal e emocionante.
Uma obra, os Jogos do Mundo, que merece a mais ampla divulgação e que não deve ser confinada ao género 'jazz', pois as luzes das suas notas estão aptas a reflectir-se em todo o tipo de sensibilidade musical.
A opção europeia de António Pinho Vargas conduziu-o, sem sombra de dúvidas, para um universo estético muito pessoal, que não pode ser redutoramente acantonado como 'música ECM'.

RAUL VAZ BERNARDO, Expresso

OS JOGOS DO MUNDO


Discos

2014

Outro Fim e Step by Step, Drumming CDs 2014

Critica de Maria Augusta Gonçalves publicada no Jornal de Letras, Julho 2014
2009

SOLO II: mais críticas

1. Manuel Falcão, Jornal de Negócios, 6-11-2009
2. Rui Branco, Jornal de Notícias, 6-11-2009
2009

SOLO II

Diário de Noticias , Nuno Galopim

Um ciclo de discos a solo que abre novos caminhos
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, A dor e a angústia em retratos musicais por Cristina Fernandes

Cristina Fernandes, Ypsilon, p.36, Público, 10 de Outubro 2008

A dor e a angústia em retratos musicais
Três obras fundamentais de António Pinho Vargas
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, O pensamento e o seu choque por Maria Augusta Gonçalves, JL, Novembro

2008

Solo Discos da semana, 30 de Junho. ****

2008

Solo Augusto Seabra, Letra de Forma

2008

Monodia,  Arditti Quartet Jed Distler www.classicstoday.com

2008

As Mãos, O Melhor de António Pinho Vargas Vítor Ribeiro, in Tempo Livre

2008

A Luz e a Escuridão

***** in Diário Económico
2008

Monodia Luís M. Alves

in Público, suplemento
2008

Solo ***** Raul Vaz Bernardo

Raul Vaz Bernardo, Expresso, 23 Agosto 2008
2008

Solo Rui Branco, JN, Julho, 2008

2008

Solo, Magnífico regresso *****

Nuno Catarino, Público, 4 de Julho 2008
2008

Solo, Crítica, João Gobern, Sábado

2008

Solo, Crítica, Rui Branco, JN

2008

Solo, Entrevista, João Pedro Oliveira, DN

2008

Selos e Borboletas - O DISCO - Sons, aromas e outros voos

Viriato Teles, in O Jornal
2008

Selos e Borboletas in Diário de Notícias

2008

Sobre CD "Monodia" EMI Classics -1995, Miguel Sobral Cid

Miguel Sobral Cid, in Expresso
2008

Versos Teresa Cascudo, in Público

2008

JAZZI METAL - CONTEMPORARY MUSIC FOR BRASS ENSEMBLE in Jornal de Letras, 21-1-2004. Crítica ao CD "Jazzi Metal - Contemporary Music For Brass Ensemble

2008

Os Dias Levantados - O 25 DE ABRIL FEITO ÓPERA

Bernardo Mariano. in DNMais
2008

Os Dias Levantados - DO TEMPO QUE FOI NO TEMPO QUE É

Augusto M. Seabra, in Público
2008

Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEU NO AR

F.S.C., in Diário Económico
2008

Os Dias Levantados - ABRIL, A SUBSTÂNCIA DO TEMPO

Maria Gonçalves de Sousa, in JL
2008

Outros Lugares

in Tempo
2008

António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

in Capital
2008

António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

Raúl Vaz Bernardo, Expresso - Cartaz
2008

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RAUL VAZ BERNARDO, Expresso
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