Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEU NO AR

Compositor, Músico, Ensaísta, Investigador do CES, Professor na ESML

Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEU NO AR

24 de Julho 2008
F.S.C., in Diário Económico
Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEUA edição de "Os Dias Levantados" coloca-nos perante um objecto absolutamente singular. Antes de mais, porque esta é a primeira ópera portuguesa do século XX a conhecer edição em CD - que fosse preciso esperar pelo século XXI para que tal acontecesse, é sintomático do deserto em que se transformaram tanto a ópera portuguesa como a sua edição discográfica. Singular, por outro lado, pelo tema que aborda (e celebra): o 25 de Abril de 1974, um momento de ruptura na História de Portugal que tinha acontecido apenas 24 anos antes da estreia de "Os Dias Levantados", composição encomendada pela Expo 98. É, finalmente, uma obra singular pela força dramática que concentra, alicerçada na coesão entre o magnífico libreto da autoria de Manuel Gusmão e o dínamo musical criado por António Pinho Vargas.
A proximidade entre o momento da criação artística e o processo histórico sobre o qual elabora pode, à partida, condicionar a apreensão da ópera, podendo o mesmo suceder face ao ponto de vista assumido pelos autores (que o assumem, de exaltação, apesar da proliferação dos discursos incorporados na obra). Mas essas são circunstâncias que em nada podem toldar o impacto desta obra vibrante.
À complexidade do libreto responde Pinho Vargas com uma partitura igualmente complexa. À multiplicação de discursos e citações (um espantoso trabalho de tecelagem de Gusmão, que incorpora no seu libreto Benjamin, Pessoa, Sophia, Blake, Fernão Lopes, Jorge de Sena, entre tantos outros), corresponde o compositor com uma permanente fragmentação de estilos e linguagens musicais (no texto que acompanha o CD, Pinho Vargas fala em "desconcertos históricos de linguagens musicais").
É esta intertextualidade (a todos os níveis) que faz a riqueza da obra, servida nesta gravação por um bom conjunto de solistas, por um excelente coro do São Carlos e por uma Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida a pulso por João Paulo Santos. A gravação foi feita ao vivo, numa apresentação em versão de concerto na Culturgest, em 2002, e a qualidade de som deixa por vezes a desejar, sobretudo no I Acto, mas nada que comprometa o resultado final.
Um disco obrigatório para conhecer os dias da música portuguesa contemporânea, ao qual bem se podem aplicar a citação de Francisco Manuel de Melo incluída no libreto: "Este caso (...) pareceo como hum Cometa que, sendo produzido da baixa exalação da Terra, subio e se acendeo no Ar".

Outras Criticas sobre OS DIAS LEVANTADOS


Discos

2014

Outro Fim e Step by Step, Drumming CDs 2014

Critica de Maria Augusta Gonçalves publicada no Jornal de Letras, Julho 2014
2009

SOLO II: mais críticas

1. Manuel Falcão, Jornal de Negócios, 6-11-2009
2. Rui Branco, Jornal de Notícias, 6-11-2009
2009

SOLO II

Diário de Noticias , Nuno Galopim

Um ciclo de discos a solo que abre novos caminhos
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, A dor e a angústia em retratos musicais por Cristina Fernandes

Cristina Fernandes, Ypsilon, p.36, Público, 10 de Outubro 2008

A dor e a angústia em retratos musicais
Três obras fundamentais de António Pinho Vargas
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, O pensamento e o seu choque por Maria Augusta Gonçalves, JL, Novembro

2008

Solo Discos da semana, 30 de Junho. ****

2008

Solo Augusto Seabra, Letra de Forma

2008

Monodia,  Arditti Quartet Jed Distler www.classicstoday.com

2008

As Mãos, O Melhor de António Pinho Vargas Vítor Ribeiro, in Tempo Livre

2008

A Luz e a Escuridão

***** in Diário Económico
2008

Monodia Luís M. Alves

in Público, suplemento
2008

Solo ***** Raul Vaz Bernardo

Raul Vaz Bernardo, Expresso, 23 Agosto 2008
2008

Solo Rui Branco, JN, Julho, 2008

2008

Solo, Magnífico regresso *****

Nuno Catarino, Público, 4 de Julho 2008
2008

Solo, Crítica, João Gobern, Sábado

2008

Solo, Crítica, Rui Branco, JN

2008

Solo, Entrevista, João Pedro Oliveira, DN

2008

Selos e Borboletas - O DISCO - Sons, aromas e outros voos

Viriato Teles, in O Jornal
2008

Selos e Borboletas in Diário de Notícias

2008

Sobre CD "Monodia" EMI Classics -1995, Miguel Sobral Cid

Miguel Sobral Cid, in Expresso
2008

Versos Teresa Cascudo, in Público

2008

JAZZI METAL - CONTEMPORARY MUSIC FOR BRASS ENSEMBLE in Jornal de Letras, 21-1-2004. Crítica ao CD "Jazzi Metal - Contemporary Music For Brass Ensemble

2008

Os Dias Levantados - O 25 DE ABRIL FEITO ÓPERA

Bernardo Mariano. in DNMais
2008

Os Dias Levantados - DO TEMPO QUE FOI NO TEMPO QUE É

Augusto M. Seabra, in Público
2008

Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEU NO AR

F.S.C., in Diário Económico
2008

Os Dias Levantados - ABRIL, A SUBSTÂNCIA DO TEMPO

Maria Gonçalves de Sousa, in JL
2008

Outros Lugares

in Tempo
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António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

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2008

António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

Raúl Vaz Bernardo, Expresso - Cartaz
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A INCONTESTÁVEL MELANCOLIA - António Pinho Vargas, Os Jogos do Mundo

RAUL VAZ BERNARDO, Expresso
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