SOLO II

Compositor, Músico, Ensaísta, Investigador do CES, Professor na ESML

SOLO II

03 de Dezembro 2009
Diário de Noticias , Nuno Galopim

Um ciclo de discos a solo que abre novos caminhos
SOLO IIAntónio Pinho Vargas edita hoje `Solo II', disco gravado ao piano que completa o ciclo que iniciou com o álbum lançado há um ano. Dia 31 apresenta ambos os discos em concerto a solo na Culturgest. E em 2010 defenderá uma tese sobre música e poder.

Há um ano a edição de um disco a solo, assinalava o regresso de António Pinho Vargas às gravações em nome próprio após longa pausa. Não que tivesse abdicado dessa sua música, antes dedicado o tempo a outros terrenos e outros estudos. O reencontro com o piano, com os microfones por perto, concretizava assim um sonho antigo: o de gravar reencontros com músicas que tinha composto anos antes, repensando-as para apenas um instrumento, acabando as novas versões por reflectir marcas do tempo que passara...

"Fui um bocado ingénuo porque devia ter feito as contas, mas gravei quase três horas de música", lembra António Pinho Vargas recordando cinco dias intensos que passou no Pequeno Auditório do CCB, sob a atenção do engenheiro de som José Fortes. Uma "explosão", como descreve, atribuindo-a a vários factores, "um deles a vontade de tocar". A ideia na base deste conjunto de discos (Solo I e o novo Solo II, que hoje é lançado) tem um fundo retrospectivo, mas vive de um diálogo entre a memória de composições antigos e o presente em que o músico as reencontra. "Há anos fiz uma série de músicas", lembra, descrevendo o desafio com um uma questão: "Como é que as vejo hoje e de que forma posso fazer versões para piano?" Só o facto de passar versões de quarteto ou sexteto para piano "vai implicar uma primeira diferença". Depois o tempo passou e estudou outras músicas. E basta escutar os discos, em confronto com as versões originais, para reconhecer que as transformações aconteceram.

Perante o volume de material gravado, houve que tomar opções. Encontrando-se o modelo dois mais dois. Ou seja, dois CD duplos, o segundo dos quais trazendo agora algumas novidades face às sessões originais de gravação

Editados os dois discos seguem-se mais concertos (o próximo no dia 31 na Culturgest). O ciclo Solo conclui-se discograficamente. Mas entretanto ficaram portas abertas... "O que se passou lá [durante as gravações], ou seja, ter sido muito longo, quer dizer que estava com invenção, com ideias muito diferentes para algumas músicas. Aquilo, em si, parece-me extremamente criativo. Depois tenho feito uma série de concertos desde a saída do primeiro disco que, para meu enorme prazer, terminam normalmente com a chamada standing ovation, ou seja, as pessoas de pé", relata. Neste momento, admite que não está "a pensar em gravação para já, mas há qualquer coisa no ar que fica depois disto". Há ainda uma série de interrogações às quais ainda não tem resposta. "Agora há vontade de tocar... E depois logo se vê. Depende de vários contextos... Eu diria que depende do vento lá fora, para citar o Fernando Pessoa..."

Entre os seus projectos imediatos, de resto, está a apresentação de uma tese de doutoramento à qual dedicou grande parte do seu tempo nos últimos quatro anos. Com o título Música e Poder (e o subtítulo Para uma sociologia da ausência da música portuguesa), será apresentada em Março ou Abril e, depois, terá edição em livro pela Almedina.

Destapando ligeiramente o véu das conclusões a que chegou, António Pinho Vargas explica que, para já, pode revelar que "a vida musical, quer em Portugal quer nas relações de Portugal com a Europa, é regulada por relações de poder desigual". E, alertando para o facto de estar a traduzir uma série de ideias "numa espécie de tópico", já que para compreender tudo isto "implica a leitura da tese no seu todo", acrescenta que outra importante conclusão revela que "as relações de poder desigual entre os países centrais da Europa e Portugal reproduzem-se no interior de Portugal, desqualificando a própria produção interna". Pelo que, como remata: "São os portugueses os primeiros produtores da ausência de música portuguesa."

Outras Criticas sobre SOLO II


Discos

2014

Outro Fim e Step by Step, Drumming CDs 2014

Critica de Maria Augusta Gonçalves publicada no Jornal de Letras, Julho 2014
2009

SOLO II: mais críticas

1. Manuel Falcão, Jornal de Negócios, 6-11-2009
2. Rui Branco, Jornal de Notícias, 6-11-2009
2009

SOLO II

Diário de Noticias , Nuno Galopim

Um ciclo de discos a solo que abre novos caminhos
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, A dor e a angústia em retratos musicais por Cristina Fernandes

Cristina Fernandes, Ypsilon, p.36, Público, 10 de Outubro 2008

A dor e a angústia em retratos musicais
Três obras fundamentais de António Pinho Vargas
2008

Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain, Acting Out, O pensamento e o seu choque por Maria Augusta Gonçalves, JL, Novembro

2008

Solo Discos da semana, 30 de Junho. ****

2008

Solo Augusto Seabra, Letra de Forma

2008

Monodia,  Arditti Quartet Jed Distler www.classicstoday.com

2008

As Mãos, O Melhor de António Pinho Vargas Vítor Ribeiro, in Tempo Livre

2008

A Luz e a Escuridão

***** in Diário Económico
2008

Monodia Luís M. Alves

in Público, suplemento
2008

Solo ***** Raul Vaz Bernardo

Raul Vaz Bernardo, Expresso, 23 Agosto 2008
2008

Solo Rui Branco, JN, Julho, 2008

2008

Solo, Magnífico regresso *****

Nuno Catarino, Público, 4 de Julho 2008
2008

Solo, Crítica, João Gobern, Sábado

2008

Solo, Crítica, Rui Branco, JN

2008

Solo, Entrevista, João Pedro Oliveira, DN

2008

Selos e Borboletas - O DISCO - Sons, aromas e outros voos

Viriato Teles, in O Jornal
2008

Selos e Borboletas in Diário de Notícias

2008

Sobre CD "Monodia" EMI Classics -1995, Miguel Sobral Cid

Miguel Sobral Cid, in Expresso
2008

Versos Teresa Cascudo, in Público

2008

JAZZI METAL - CONTEMPORARY MUSIC FOR BRASS ENSEMBLE in Jornal de Letras, 21-1-2004. Crítica ao CD "Jazzi Metal - Contemporary Music For Brass Ensemble

2008

Os Dias Levantados - O 25 DE ABRIL FEITO ÓPERA

Bernardo Mariano. in DNMais
2008

Os Dias Levantados - DO TEMPO QUE FOI NO TEMPO QUE É

Augusto M. Seabra, in Público
2008

Os Dias Levantados - UM COMETA QUE SE ACENDEU NO AR

F.S.C., in Diário Económico
2008

Os Dias Levantados - ABRIL, A SUBSTÂNCIA DO TEMPO

Maria Gonçalves de Sousa, in JL
2008

Outros Lugares

in Tempo
2008

António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

in Capital
2008

António Pinho Vargas "Cores e Aromas"

Raúl Vaz Bernardo, Expresso - Cartaz
2008

A INCONTESTÁVEL MELANCOLIA - António Pinho Vargas, Os Jogos do Mundo

RAUL VAZ BERNARDO, Expresso
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