António Pinho Vargas

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12 de novembro, 2010

OUTRO FIM, *****Jorge Calado

in Actual, Expresso, 3 Janeiro 2009

TARDOU mas arrecadou. O pretexto duma boa ópera é um bom libreto, e este surgiu há cinco anos, quando a Culturgest encomendou a José Maria Vieira Mendes (n. 1976) o texto para uma jovem ópera de câmara. Não pegou logo, mas há males que vêm por bem. O compositor certo, António Pinho Vargas (APV) acabaria por o encontrar, num feliz caso de serendipidade. Outro Fim é um libreto inteligente, misterioso, económico e eminentemente cantável. Que um dramaturgo português, sem prática de ópera, seja capaz de produzir uma obra-prima é caso para embandeirar em arco. Quando, finalmente, se ouve tal texto a pulsar e a viver através duma música de altíssima qualidade e de uma encenação estimulante (embora, às vezes, problemática), estamos a assistir a um milagre. 


in Actual, Expresso, 3 Janeiro 2009

CD Outro Fim Culturgest