António Pinho Vargas

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30 de outubro, 2025

Todos pelo Coliseu regressa ao palco portuense da grande conquista de há 30 anos

Todos pelo Coliseu regressa ao palco portuense da grande conquista de há 30 anos Sala de espectáculos icónica da cidade revisita o concerto que no dia 7 de Setembro de 1995 deu corpo a um movimento único na salvaguarda desta casa de cultura perante a amea

Todos pelo Coliseu regressa ao palco portuense da grande conquista de há 30 anos

António Pinho Vargas, a solo no piano, a abrir, Pedro Abrunhosa, desta vez previsivelmente sem algemas, a fechar. É este o alinhamento para o guião principal do concerto Todos pelo Coliseu – 30 anos, que, pelas 21h30 desta quinta-feira, vai fechar o ciclo evocativo do singular movimento espontâneo de massas que no Verão de 1995 evitou que a maior e mais icónica sala de espectáculos do Porto tivesse caído na posse da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Pelo palco do Coliseu irão também passar muitos outros músicos, bandas, artistas e jornalistas que há três décadas se engajaram na salvaguarda do edifício desenhado pelo arquitecto Cassiano Branco, e inaugurado em 1941, como uma casa de cultura, aberta às mais diversas expressões da arte. Sérgio Godinho e os GNR, Óscar Branco e Juca Magalhães, os Ban e as Amarguinhas (duas bandas que há várias décadas não pisavam este palco), entre muitos outros. “Vamos ter aqui as pessoas que cá estiveram há 30 anos; os poucos que faltarão são os que infelizmente já cá não estão”, antecipa ao PÚBLICO Miguel Guedes, director artístico do Coliseu.

“Espero que as pessoas tragam o coração aberto para assistirem a algo que promete ser tremendamente emocional”, acrescenta o também músico e líder dos Blind Zero, lembrando estar-se a celebrar aquele “momento profundamente histórico, se calhar, o último em que a cidade do Porto, de uma forma absolutamente espontânea, saiu à rua para defender que esta casa lhe pertencia, era deles”.

No espectáculo desta noite, António Pinho Vargas vai, de algum modo, representar essa figura tutelar da história da música no Porto, de quem foi aluno, a pianista Helena Sá e Costa (1913-2006), a quem coube abrir o concerto de 7 de Setembro de 1995, ela que já tinha também tocado no serão inaugural do Coliseu do Porto a 19 de Dezembro de 1941.

Pedro Abrunhosa aí regressará também, ele que, na inesperada manifestação na tarde de 4 de Agosto de há 30 anos se tornou no símbolo do sentir de toda a cidade, quando decidiu algemar-se às grades do edifício.


30.º aniversário deste momento histórico da cidade está a ser assinalado pela Associação dos Amigos do Coliseu do Porto (AACP) também com a edição de um livro  O Coliseu É Nosso, de autoria do jornalista Valdemar Cruz , cujo lançamento será igualmente feito esta quinta-feira (Salão Ático, às 18h). A apresentação da obra caberá ao historiador Joel Cleto, numa sessão que, além do autor e de Miguel Guedes, contará com a participação do jornalista Joaquim Fidalgo.

“Numa corrida contra o tempo, felizmente conseguimos fazer coincidir as duas coisas, o livro e o concerto”, diz o director artístico, lembrando que o movimento de 1995 foi também já evocado, esta terça-feira, numa sessão sugestivamente intitulada “O Verão Quente do Coliseu”, e que contou com a participação de Valdemar Cruz, do historiador Hélder Pacheco, de Pedro Abrunhosa e da vereadora da Cultura da Câmara do Porto à época, Manuela de Melo.

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Todos pelo Coliseu 30-10-2025 30 anos!

António Pinho Vargas no Coliseu 30 de Outubro 2025